Produto desenvolvido pela Simbiose combate uma das pragas mais comuns em cultivos de soja, algodão, melão e tomate

    Os inseticidas microbiológicos são ferramentas de controle de insetos-praga, amplamente utilizadas no manejo integrado de pragas (MIP). Atualmente, a participação dos bioinseticidas no mercado brasileiro de defensivos agrícolas é estimada em 1%, com taxa de crescimento anual entre 20 e 26%, sendo que a perspectiva do segmento é dobrar sua participação no mercado até 2021.

    Essa taxa de crescimento é sustentada pelo amplo aporte de recursos realizados pelas empresas do setor em pesquisa e desenvolvimento, possibilitando a obtenção de produtos comerciais com resultados consistentes no campo. Adicionalmente, a ampliação do uso do manejo integrado de pragas, a baixa oferta de novas moléculas químicas e o aumento da resistência das pragas aos inseticidas convencionais têm resultado em uma visão de complementaridade do controle biológico às demais ferramentas de controle.

Mosca-branca
    A mosca-branca (Bemisia tabaci) tem ganhado destaque no Brasil nos últimos anos como uma praga comum dos cultivos de soja, algodão, melão e tomate. A gravidade desses ataques está relacionada a três possibilidades de danos às culturas:

  • causar manchas, murchamento e queda antecipada das folhas durante a sucção da seiva, comprometendo o desenvolvimento da planta;
  • prejudicar a fotossíntese ao excretar uma substância que favorece o desenvolvimento de fumagina;
  • proporcionar danos indiretos por ser vetor de várias viroses.

    Já foram identificados no Brasil mais de 15 biótipos da praga. Entretanto, a Bemisia tabaci biótipo B é, sem dúvida, a que causa maior prejuízo a uma grande amplitude de culturas agrícolas. Alguns estudos apontam casos de resistência da espécie a diversos grupos químicos, entre eles piretroides, organofosforados, neonicotinoides, carbamatos, buprofesona e piriproxifem. Neste contexto, o controle biológico da mosca-branca tem sido amplamente utilizado por meio de aplicações do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana.


    Buscando atender a demanda de produtos comerciais com esse agente de controle, a Simbiose desenvolveu o inseticida microbiológico BeauveControl® à base do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana, isolado IBCB 66, com concentração 2x109 UFC/g de produto e formulação pó molhável.

Mecanismo de ação e indicações de uso
    O seu mecanismo de ação se inicia por contato direto com a praga. A infecção da mosca-branca, após a aplicação do BeauveControl®, ocorre por meio do contato entre o esporo do fungo e a cutícula. Posteriormente, acontece a germinação do esporo e a penetração no corpo do inseto, iniciando o processo de colonização dos órgãos internos do hospedeiro. Essa etapa irá resultar na paralisação dos movimentos e posterior morte da praga. Dependendo das condições ambientais, o BeauveControl® poderá se multiplicar no cadáver do inseto passando por uma fase de esporulação natural, resultando em fenômeno conhecido como epizootia, podendo assim proporcionar um residual prolongado.


    Uma vez que o mecanismo de ação se inicia por contato direto com a praga, a qualidade da aplicação é de fundamental importância para a performance adequada da tecnologia. A pulverização deve ser realizada ao serem identificados os focos da praga-alvo no campo, por meio do monitoramento semanal da lavoura, observando-se a face inferior das folhas. O número de aplicações irá depender do monitoramento, portanto pode ser variável em função do nível de infestação da praga.

    Além disso, recomenda−se a utilização de técnicas de pulverização que busquem proporcionar uma boa cobertura da parte aérea da planta, bem como a realização das aplicações em horários onde as condições sejam de baixa luminosidade (noturnas) e umidade relativa em torno de 65%. Também, deve ser realizada a limpeza do equipamento de pulverização, pelo fato do BeauveControl® possuir como ingrediente ativo o fungo Beauveria bassiana, sendo que sua eficiência pode ser comprometida quando da presença de resíduos de fungicidas no tanque e barra de pulverização.

    Desta maneira, o controle biológico pode ser considerado uma alternativa de alta eficiência no controle das mais diferentes pragas, tendo uma ótima relação custo-benefício, além de não causar danos ao meio ambiente e, por consequência, à saúde humana.

Por Ivan Carlos Zorzzi, supervisor de Desenvolvimento de Mercado da Simbiose.
ivan.zorzzi@simbiose-agro.com.br

Atenção: Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo e na bula. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. Consulte um engenheiro agrônomo.

Conteúdo desenvolvido pela equipe de Comunicação e Marketing do Grupo Simbiose Agro
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