Lavouras tratadas com insumos biológicos devem ultrapassar os 20% da área total cultivada no País

A área da agricultura brasileira protegida com defensivos biológicos deverá aumentar em nada menos que 25% em 2018, aponta a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABC Bio). De acordo com a diretora executiva da entidade, Amália Piazentim Borsari, essa área está projetada para superar os 12,5 milhões de hectares no País. 

No ano passado foram aplicados biodefensivos em cerca de 10 milhões de hectares no Brasil. Se a estimativa da ABC Bio se concretizar, as lavouras tratadas com insumos biológicos devem ultrapassar os 20% da área total cultivada no País.

Ainda de acordo com a entidade, vem crescendo de também de forma exponencial a receita do setor – que apenas no ano passado faturou R$ 528 milhões. Desde sua regulamentação (há aproximadamente 12 anos), subiu para 79 o número de empresas nesse mercado, com 200 produtos registrados para 86 “alvos”, o que cobre cerca de 8% do total de pragas e doenças conhecidas.

Segundo Amália, um dos principais motivos para os agricultores brasileiros utilizarem mais defensivos biológicos para combater pragas é evitar que essas ameaças se tornem resistentes aos agroquímicos atualmente disponíveis e liberados no mercado. Essa estimativa inclui produtos à base de bactérias, fungos, vírus, insetos, ácaros e inimigos naturais das pragas nas lavouras. 

Essa grande utilidade dos insumos biológicos não passou despercebida pelos grandes ‘players’ da indústria de agroquímicos, que também se mostram muito interessadas em prolongar a vida útil das tecnologias existentes. De acordo com a ABC Bio, metade de suas associadas são multinacionais.